Polinésia Francesa – Bora Bora

O Arquipélago da Sociedade é um dos cinco arquipélagos que formam a Polinésia Francesa, um território insular dependente da França no sul do Oceano Pacífico. As ilhas deste arquipélago estão dividas geograficamente e administrativamente em dois grupos: as Ilhas de Barlavento, que concentram cerca de 75% de toda a população do país e as Ilhas de Sotavento, que possui alguns dos principais pontos turísticos da Oceania.
Bora BoraA 230 quilómetros de Papeete, a capital da Polinésia Francesa, está Bora Bora, uma ilha cercada por uma lagoa e uma barreira de recifes que já encantou milhões de cartões e postais, tornando-a num dos destinos turísticos, se não mais visitados, pelo menos dos mais famosos do mundo. No taitiano Bora Bora significa “Primogénito”. Não consegui descobrir o motivo de tal nomenclatura, mas sei que no centro da ilha remanesce um vulcão extinto com dois picos: o Monte Pahia e o Monte Otemanu, ponto culminante com 727 metros.

A maior cidade de Bora Bora é Vaitape, que juntamente com outras comunidades, tiram a sua subsistência do mar e das palmeiras, de onde é extraído a copra, polpa seca do coco usada para o fabrico de sabão e muitos tipos de alimentos, como a manteiga e o chocolate. A copra possui uma importância histórica naquela região: antes do surto de industrialização mundial, era recolhida de ilha em ilha por comerciantes em boa parte do Oceano Pacífico. Vaitape, de acordo com um censo realizado em 2007 tinha 4.927 habitantes fixos e Bora Bora tinha aproximadamente 8.880 habitantes nos seus 29,3 km² de área.

Depois de 7 de Dezembro de 1941, quando os japoneses atacaram os Estados Unidos em Pearl Harbor, os norte-americanos escolheram Bora Bora como sua base militar no Pacífico Sul. A “Operação Lince”, como ficou conhecida, levou para a ilha nove navios de ataque, cerca de 20 mil toneladas de equipamento e cinco mil homens. Felizmente, Bora Bora nunca viu um combate enquanto os americanos estiveram por ali. A base militar foi oficialmente fechada em dois de Junho de 1946 e mesmo assim muitos militares recusaram-se a voltar para a América, declarando amor eterno à ilha, juntamente com os milhares de habitantes que nunca a deixaram, mesmo sob ameaça de ataque.

Apesar da importância histórica da copra, hoje, Bora Bora, vive quase que especificamente do turismo. Há 13 anos o Hotel Bora Bora construiu os primeiros bangalós em palafitas sobre a lagoa da a ilha. Actualmente, os bangalós em palafitas são a principal atracão dos resorts em Bora Bora e podem variar muito: existem os mais e simples e, consequentemente mais baratos e, é claro, existem aqueles que mais parecem uma suite presidencial de um hotel cinco estrelas e que custam muito dinheiro até mesmo para os mais abastados. As ruínas da base norte-americana estão abertas para a visitação e vários canhões, que antes tinham como objectivo destruir embarcações japonesas, hoje servem como adornos para fotos panorâmicas. Os bunkers, fortificações subterrâneas construídas para resistir a bombardeamentos, já salvaram muitas pessoas de ciclones, não muito raros naquela zona, tendo o último acontecido no fim da década passada.

O Aeroporto de Bora Bora recebe seis vôos diários da Air Tahiti. A Air Tahiti é uma companhia aérea apenas regional. O único aeroporto internacional da Polinésia Francesa encontra-se em Papeete. O meio de movimentacao recomendado para conhecer Bora Bora são as bicicletas, já que o transporte coletivo da ilha é bastante precário: apenas um único autocarro, que anda por metade de Bora Bora e volta uma hora depois para a metade seguinte. Há apenas uma estrada alcatroada, que circunda toda a ilha e possui 32 quilômetros de extensão. No entanto, é bastante bem cuidada e sem buracos, tornando-a ainda mais propícia para os ciclistas.
Bangalôs em palafitas e o Monte OtemanuBora Bora é muito famosa entre os mergulhadores. A lagoa de águas esmeraldas e cristalinas rodeada pela barreira de recifes de coral é o lar de muitas espécies marinhas, principalmente raias e tubarões. Vale a pena dizer que esses animais são pacíficos e, apesar de oferecem perigo ao ser humano, só atacam quando se sentem ameaçados. Mesmo assim, a prática de mergulho ali é feita por poucos. Bora Bora é popular mesmo com os recém-casados.

É facto que cada ilha da Polinésia Francesa atrai um tipo de turista. Bora Bora ficou com os casais apaixonados. A beleza praticamente afrodisíaca do ambiente fez com que os hotéis se especializassem mais no conforto e menos na diversão nocturna. Não espere festas em Bora Bora: a partir das dez da noite, o clima fica mais íntimo e as luzes apagam.-se Não espere também pessoas indigentes: a ilha é maravilhosa… e cara. A maioria dos turistas de Bora Bora vem das regiões mais desenvolvidas economicamente, como a América do Norte, Europa e, ironicamente o Japão.
Fonte: As Mil Maravilhas
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